PENSAMENTOS

"Memória é a capacidade de organizar e reconstruir as experiências e impressões passadas a serviço das necessidades, temores e interesses atuais" (Schachtel, 1947).

"Lembrar envolve a reconstrução de um trama coerente por meio de fragmentos disponíveis" (Squire e Kandel, 2003, p. 90).

"O passado é maleável e flexível, modifica com novas interpretações das recordações e re-explicações do que aconteceu" (Berger, 1963).

"Biologicamente, fisiologicamente, nós não somos muito diferentes uns dos outros; historicamente e narrativamente, cada um de nós é único" (Sacks, 1985).

"Eu fiz isso, diz minha memória. Eu não posso ter feito isso, diz meu orgulho. Ao final, cede minha memória" (Nietzsche, 1886).

"O processo natural de misturar e falsificar memórias não pode ser negado ou evitado pelos psicoterapeutas. Ao contrário, este deve ser usado de maneira eficaz para promover a saúde mental" (Peres et al., 2005).

"A mente é seu próprio lugar, e em si, pode fazer do céu o Inferno e do inferno o Céu" (Milton, 1996, p.44).

Referências:



Berger, P. L., (1963).Invitation to Sociology : A Humanistic Perspective (p. 57). Anchor.

DelMonte, M.M. (2000). Retrieved memories of childhood sexual abuse. British Journal of Medical Psychology, 73, 1–13

Freud, S. (1896-1962). The etiology of hysteria. In The Standard Edition of the Complete Works of Sigmund Freud (pp. 189-221) (Vol. 3). Hogarth, London: J. Strachy, Ed. and Trans.

Izquierdo, I. (2002). Memória (p. 9). Porto Alegre, Brasil: Artmed.

Nietzsche, F. (1886) Beyond Good & Evil : Prelude to a Philosophy of the Future (p.80).Vintage.

Peres, J.F.P. et al. (2005). Psychological dynamics affecting traumatic memories: implications in psychotherapy. Psychology and Psychotherapy: Theory, Research and Practice.